quinta-feira, 4 de outubro de 2012

IMAGEM E ARTE: ORIGENS E DESTINO

De volta à lide depois de alguns tempo, aliás muito tempo, três anos. Nestes três anos mudei de rumo, saí de Londrina, no Paraná, fui para Uberlândia no Triângulo mineiro e depois vim para Florianópolis, Santa Catarina. Posso dizer que acumulei mais experiência, mas por outro lado, tive que deixar de fazer algumas coisas como, por exemplo, atualizar o blog. Retomo isto agora, embora de modo bem acanhado, falando um pouquinho de imagem e arte. Espero poder continuar construindo este canal de informação e a contar com os leitores. Para os apreciadores da arte, indico também o meu site, lá estou com mais freqüência, mesmo porque, é um espaço de apoio pedagógico de minhas atividades docentes na Universidade Federal de Santa Catarina: www.artevisualensino.com.br , bem vindos...


IMAGEM E ARTE: ORIGENS E DESTINOS

Pode-se dizer que a origem das imagens não está vinculada, necessariamente, à origem da arte. As funções ou finalidades que as imagens cumpriam na pré-história não são propriamente, ou primeiramente, estéticas. Estudiosos vinculam sua criação a finalidades rituais ou místicas, essencialmente simbólicas, mas não estéticas.
Acredita-se que o ser humano, tentava, por meio delas, estabelecer um contato com as entidades sobrenaturais que acreditava existir e, deste modo exercer um controle sobre o mundo e, quem sabe, ordenar seu destino. Neste caso, entende-se a questão da arte propiciatória, ou magia simpática, mas é pouco admissível pensar que o conceito de apreciação estética é o que mobilizava a criação no contexto pré-histórico.
Mesmo levando em conta que os elementos que orientam a estética plástica ou visual, enquanto substâncias de expressão, já estavam presentes naquelas obras, não é possível admitir que elas visassem fins exclusivamente estéticos.
Aos poucos, as imagens, deixam de atender exclusivamente aos aspectos rituais e entram no contexto ornamental. Deste modo instauram ou adicionam à sua existência, um novo sentido ou uma nova significação. Sair da parede das cavernas e ocupar as paredes dos templos, túmulos e palácios foi uma mudança de lugar razoável, além disso, alteram e ampliam seu uso e finalidade. Se num primeiro momento, eram destinadas às relações com o sobrenatural, num segundo momento, passam a estender suas funções para outros fins como ornamentar, decorar as paredes dos ambientes passa a ser uma função acoplada à original. Além disso passam a constituir sistemas de informação, narrativos e comunicar dados e percursos culturais, assim é possível admitir que uma imagem pode cumprir uma ou mais funções novas, sem esvaziar os sentidos anteriores.
Um bom exemplo disso são as fotografias publicitárias ou de moda, que operam qualidades e valores plásticos ou visuais com igual ou maior desenvoltura do que um artista, realizando obras dignas da mais sofisticada poética artística. No entanto, a habilidade em articular os elementos plástico/formais não é uma garantia de “artisticidade” por si só. Um fator que define a obra de arte em si é, sem dúvida, sua destinação estética. Toda obra de arte visa sua fruição, apreciação e incorporação estética e não a outro fim que não seja exclusivamente o artístico. Logo, uma obra de arte não de destina a nenhuma outra função pragmática, técnica ou econômica que a desvie de sua vocação original: a expressão artística.

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